não sou boa com despedidas.
- Giulia Vanni

- 17 de mai. de 2024
- 1 min de leitura
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toda memória do Liverpool de Jurgen Klopp, no meu coração, é um domingo de manhã no interior. um café na sala de TV, enquanto meu pai fazia o almoço no quintal. e toda vez me perguntava de quem eram os gols que o Paulo Andrade narrava tão bem.
meu irmão, que passava pela sala, e reclamava que o Salah só fazia gol quando ele não estava vendo. e eu mandava ele embora depois do meu jogador preferido perder um gol feito (até porque ele só gosta dos difíceis).
e a memória de ter a plena confiança de que, quem estava ali na beira do gramado, sabia exatamente o que estava fazendo. de conhecer tão bem esse time, que eu conseguia acertar exatamente as substituições antes mesmo delas serem cogitadas.
escrevo essa despedida me preparando para ver os últimos noventa minutos no próximo domingo. e, nele, eu só queria voltar pra minha casa, na minha sala, com o meu pai. pra poder estar exatamente onde eu estive todas as outras vezes.
nenhum desses momentos vai voltar. os cafés da manhã no interior, os almoços no quintal (alguns até durante o jogo, já que meu queridissimo pai fez até churrasco pra ver a final da Champions League de 2019), as reclamações, a narrativa do Paulo Andrade em mais um gol de Premier League, os socos no ar depois de uma vitória inacreditável.
mas são momentos que eu sempre vou guardar no coração. cada gol, cada jogo, cada entrevista. cada dia de sol. tudo foi lindo. que prazer eu tive. fui muito feliz.
i'm so glad that Jurgen was a Red.
Giulia Vanni, 16/05/2024



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